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Recentemente lí esta noticia aquí:

Segundo esta pesquisa a maioria dos americanos não acredita que as noticias que recebem sejam honestas, ou seja, subjetivas, manipuladas de acordo com o interesse da Imprensa/Mídia, ou mesmo erradas.

Que legal notar que essa manipulação é uma constante aqui, apesar de a opinião pública, ser bem diferente.

Vejamos alguns exemplos de como a mídia num geral (não vou me focar só na imprensa) é capaz de influenciar a atitude dos brasileiros:

  • Durante as Eleições de 89 a Rede Globo deu seu apoio a candidatura do Ex-Presidente Collor, através de insinuações sutis (leia-se subliminares) que insinuavam que o Collor era mais apto a governar, como por exemplo comparando os dois dizendo que o Collor tinha estudado em boas escolas, lutava caratê, andava de jet-ski (coisa que a grande maioria dos brasileiros nem sabia o que era!) e o mais bonito (Acreditem eu Lembro Disso!) , depois editando o debate “oficial” favorecendo o Collor.

  • Depois quando o Collor atacou os empresários e retirou a verba do governo para propaganda (Prejudicando assim a rede Globo), ela editou a noticia de um protesto contra o Corte da “Meia-Entrada” no Rio para um Protesto contra o Presidente levando a burra massa estudantil a apoiar a emissora sem saber. Passando assim a imagem de que “O Povo Tirou Collor do poder”, quando na verdade foram os Colegas políticos dele que tiraram ele do poder por não dividir os lucros e prejudicar empresários que apoiavam suas candidaturas. O povo não teve participação nenhuma no Impeachment do Collor.

  • Depois vamos dar um Pulinho na eleição de 2002 quando o Casseta&Planeta (Ok, não é imprensa, mas…), aproveitando o sentimento do “Saco Cheio da Política”, elegeu o Deputado Enéas como uma margem inacreditável de votos. Basta lembrar que nesta eleição tivemos o auge do “Seu Creyson” com direito até a Comissio Politico do mesmo na Avenida Paulista. Isso “indiretamente” levou a associação dos dois personagens e na falta da possibilidade devotar em um votou-se no outro.

  • Recentemente a Rede Record fez mais uma desta situações dignas de nota tendo seu Querido “Dono” sendo investigado pelo Ministério Público tenta desviar o assunto acusando a Globo (Que também tem a imagem suja de manipular informação) de estar com perseguição contra a Record. E a massa de crentes-acéfalos (Crentes não no sentido religioso, pois este eu sou obrigado a respeitar, mas crentes no sentido de acreditarem na noticia). Não param prá pensar que a acusação vem do Ministério Público e não da Imprensa.

Claro que isto aquí são só alguns exemplos berrantes.

Como também podemos citar alguns exemplos onde a mídia fez um estardalhaço em cima de eventos, prejudicando os envolvidos/acusados, e onde posteriormente os acusados se mostraram inocentes, mas nossa querida mídia não se retratou por ter fodido com a vida dos envolvidos.

Não há uma “Ética” no que diz respeito a Imprensa ou Mídia no geral.

Não digo só a questão de manipular a informação a fim de adquirir vantagens, mas também a questão de divulgar “qualquer coisa” da maneira mais chamativa possível, sem ter o bom senso de apurar a veracidade ou qualidade da informação, o famoso apelar para ganhar a audiência.

Cada veiculo de noticias pode divulgar o que bem entende, desde que não cometa um crime previsto na legislação, como por exemplo calúnia, difamação ou dano moral. E mesmo que cometa ainda tem como se esquivar da punição por meios burocráticos escusos.

O único controlador Moral da Imprensa ou Mídia é o seu Receptor, ou seja, VOCÊ que lê uma noticia ou assiste e um programa jornalistico.

- Mas você sabe diferenciar uma noticia que é manipulada ou errada de uma noticia séria e comprometida?
- Você busca outras fontes quando vê um noticia que lhe atraí?
- Ou você tem por costume de não questionar a informação recebida?
- Depois de receber a informação e ou checar outras fontes, você costuma analisá-la por sua própria perspectiva?- Ou você sempre concorda com a Perspectiva do autor da noticia?
- Você consegue analisar para ver se a noticia carece de informações importantes para sua melhor interpretação?
- Você consegue discernir se pode haver algum interesse por parte do noticiante em dar aquela noticia da forma como foi dada?
- Você consegue discernir o que é “Fato” do que é “Opinião Pessoal do Apresentador/Noticiante”?

A situação é um pouco diferente no que diz respeito a Internet, pois ainda temos a impressão que Internet é “Terra de Ninguém” e que todo mundo fala o que quer e divulga o que quer. Temos aí então um prato cheio para as “Noticias Falsas” ou “Tendenciosas”, coisas como “ajudem este fulano necessitado” ou “como criar um gato dentro de uma garrafa”. Muitas pessoas ainda tem a idéia errada de “Se tá na Internet é porque é Verdade!”.

Em contra partida o público da Internet tem uma participação um pouco mais ativa no que diz respeito a noticia, pois geralmente é o público que vai atrás da notícia e geralmente em uma fonte que ele confia, é por si só uma situação diferente de sentar na frente da TV e “Ver o que tá passando, simplesmente porque está passando…”, mas ainda temos muito para melhorar

Da próxima vez que analisar um noticia, um texto ou o que quer que seja pare para refletir sobre o assunto um pouco mais.

Para praticar comece por este aqui!

“Quem controla o passado, controla o futuro;
quem controla o presente, controla o passado… “
1984 – George Orwell

“Quem te controla agora?”
Eu pergunto!

Estou aquí para divulgar um novo fórum de discussões de RPG em especial o D&D e jogos relacionados.

O Nome do Forum é Masmorras e Dragões.
O Link é masmorrasedragoes.forumbrasil.net.

Este fórum faz parte de uma iniciativa de criar um local sadio para discutir, aprender e até mesmo jogar RPG.

Gostaria de convidar a todos para conhecer e participar conosco.

Entre a principais características que este novo fórum tenta alcançar são:
- Espaço para iniciantes conhecerem o RPG e aproveitarem dicas e trocarem experiências.
- Espaço para Veteranos trocarem informações e opiniões de forma crítica e construtivas, a fim de melhorarem seus materiais e conhecimentos.
- Espaço Dedicado a Mesas On-line via fórum, para aqueles que gostam ou infelizmente só tem este modo de participarem de mesas de RPG.
- Noticias e atualizações com direito a discutí-las de forma ativa.
- Postagens regulares de Dicas para Mestres e Jogadores.
- Espaço aberto as diversidades e o mais dedicado possível a seus usuários.
- Site ágil e de aparência leve e agradável.

Aguardamos sua visita e também sua participação.

Obrigado.

Conforme comentei antes sobre a campanha que estou tocando, um dos meus jogadores que voltou a jogar conosco depois de um tempo me disse que eu INTIMIDO os jogadores. Estranho que os outros concordaram, mesmo que antes dele ter se pronunciado eu vivia cobrando deles que eles dissessem no que eu poderia melhorar como mestre e nunca disseram nada, talvez nem tivessem percebido isso como um problema. Eu mesmo já tinha tentado corrigir o efeito do problema (Apatia dos jogadores), sem corrigir a causa (mestre feio)

Fiquei pensando sobre o assunto e para vocês analisarem a situação vou apresentar o contexto como visto por mim:

No inicio como todo bom grupo de adolescentes jogando D&D as histórias eram baseadas em filmes, livros ou jogos que conheciamos e as histórias tendiam a serem mais simples e diretas os personagens também eram mais simples.

Como mestre comecei a formar meu estilo como mestre e tinha por costume incluir tramas longas, complexas e muitas vezes ocultas como por exemplo por conspirações, também tinha o costume de incluir conflitos éticos e morais dentro da história

Em resumo as aventuras acabavam quase sempre tendo vários conflitos morais, como por exemplo, todo o contexto/meio-ambiente dos personagens NPCs era imoral, violento e corrupto. Ou seja o Clima é bem “hardcore”. Sem contar que a trama ficava confusa em vários momentos.

Mas eu esperava que dentro deste contexto os jogadores agissem de forma ética, ou seja, que os jogadores se esforçassem em ser heróis em meio a um ambiente decadente, mas eles ficavam perdidos, ou por não pegar bem este clima, talvez por eu não ter expressado de forma clara o que eu esperava deles; ou simplesmente ignoravam tais conflitos, muitas vezes agindo eles mesmos de forma tão ou mais imoral que o seu meio.

Eu estava impondo, as vezes até sem ter ciência disto, um tipo de jogo que os jogadores nãos estavam prontos para jogar ou simplesmente não queriam (não se divertiam).

Para tentar “ajudar” (leia colocar os jogadores nos eixos), eu tentei duas alternativas indiretas de direcionar as atitudes deles:

- Primeira: Tentei usar do “Ação e Reação” uma técnica muito erroneamente difundida entre mestres de aplicar dentro do jogo uma reação de igual intensidade ao ato cometido pelo jogador.

Por exemplo: Se um Jogador mata alguém dentro da cidade por um motivo frívolo o mestre coloca a milicia local para prendê-lo, se a milicia não der conta o regente pode recorrer a Guarda do Reino e assim por diante até que o jogador ache alguém quem ele não consiga derrotar.

Esta tática é falha por VÁRIOS motivos, entre eles: o jogador pode gostar e se sentir motivado a competir com o mestre; o mestre irá gastar tempo recursos e atrapalhar a diversão dele e dos demais só para tentar parar o psicopata em vez de continuar com a história de ambos

Em resultado disso os jogadores se viam sempre em situações ruins e eu argumentava que eram só as reações dos próprios atos deles. Eles então começaram a questionar porque se eu sabia que o que eles estavam fazendo era ruim, porque eu deixava fazer. Mesmo explicando que se fosse assim eu é que estaria jogando e não eles

- Segunda: Tentei usar a técnica do “Oh! Dúvida Cruel”, sempre que jogador declarava alguma ação relevante eu perguntava “Você vai fazer isso (Repetia a ação que ele acabava de declarar)?”, pois aí eu não estava explicitamente dizendo se o que eles iriam fazer era bom ou mal, apenas forçava eles a pensarem melhor e tirava possíveis chances do jogador dizer “Não foi isso que eu quis dizer…”

Em consequência eles passaram a ser jogadores reativos sem coragem de tomar nenhuma decisão realmente importante. Ficavam só esperando as coisas acontecerem perto deles (ficou pior do que os psicopatas).

E foi exatamente esta questão de perguntar se o jogador tem certeza que os jogadores dizem que intimida, pois eles sempre veem isso como um sinal de “Se ele tá perguntando é porque ele vai ferrar a gente depois por isso!”

Para tirar os jogadores deste estado de reação foi difícil, e só tive sucesso mudando um pouco os jogos que jogamos. E mudando minha maneira de me portar como mestre.

Atualmente tento deixar MUITO claro qual o tipo de Campanha quero e o que espero dos jogadores, se os jogadores não gostarem do que proponho jogamos outras coisas ou outro mestre passa a mestrar temporariamente.

Em jogo tento apenas esclarecer a coisa de forma sincera dizendo coisas do tipo “Isto não é uma atitude heróica!” ou “Um paladino não deveria agir assim!” se o jogador der algum motivo para realmente agir daquela maneira então tudo bem, se não peço para repensar sua ação pois não é condizente com a campanha.

Na prática é uma forma de “Contrato de Jogo” (Como um Contrato Social) o mestre se propõem a narrar algo de uma determinada maneira e os jogadores aceitam este contrato. Se o jogador diz “mas eu quero jogar é assim e eu tenho direito de me divertir assim”, é só deixar claro que ele é a exceção e que não condiz com o que os demais jogadores e mestre concordaram. Esta situação é o mesmo que um jogador de futebol dizer “mas eu quero jogar com as mãos pois é assim que me divirto”, sinceramente… então vá se divertir em outro lugar com outro grupo, quem sabe jogando Handbol

As vezes tentar forçar o jogador para um determinado curso sem ser sincero quanto a isso pode ser pior do que deixar ele agir por conta própria. Aprendi que geralmente não funciona esta história de sutileza, que o ideal é a sinceridade. É muito mais rápido e prático dizer isso não está de acordo, do que tentar forçar o jogador a agir como você quer.

Cuidado para vocês também não intimidarem seus jogadores.

Bom Jogo a todos.

Olá a todos.

Recentemente com o lançamento do Pathfinder sendo tão comentado resolvi começar uma campanha diferente usando como base as regras básicas do Pathfinder Beta. Pois um colega traduziu as classes e o básico para o grupo poder utilizar e porque ainda não tive tempo de ler a versão final com a calma devida.

A Principio a idéia é bacana pois estávamos a um bom tempo afastados do eixo fantasia-medieval-D&D, e porque como mestre estava precisando me reclicar.

Recentemente meus jogadores tiveram coragem de dizer que eu INTIMIDO eles e por isso eles tinham medo de se arriscar e fazerem coisas diferentes, no quesito ação.

Então juntei tudo de uma vez:

  • Vontade de fazer uma campanha mais High-Fantasy;

  • Vontade de os jogadores terem ações mais heróicas e destemidas;

  • Mestrar uma campanha para níveis mais altos que o costume;

  • História mais simples e descomprometida;

Resultado foi a opção pelas Classes do Pathfinder e a adoção só de algumas das “house-rules” que geralente fico martelando:

Entre as House-Hules estão:

  • Perícias mais simplificadas ainda (20 no total);

  • Dados de vida cheios;

  • Dano das armas e ataques aumentados em uma categoria (Exceto magias);

  • Uso de regras para CA, Aparar, Esquivar, usadas em conjunto;

  • Uso de pontos de magia e escalonamento como em Psiônicos;

  • Iniciativa somando metade do nível;

  • Pontos de Ação;

  • Feiticeiro diferenciado, mas voltado para combate (BBA Médio, DV: D8, Pontos de magias mais reduzidos e as linhagens do Pathfinder)

Deixei os Jogadores Fazerem Fichas iniciais no Nível 5 podendo escolher qualquer raça ou modelo que quisessem (caso passasse de Ajuste de Nível +5 eles ficariam sem XP até o grupo atingir o mesmo nível efetivo).

Infelizmente não tivemos tempo de jogar no sábado, pois gastamos o pouco tempo para fazer as fichas, mas a principio os jogadores ficaram felizes em ver o mestre mão aberta e não dizendo “não”.

Sábado agora vamos voltar a jogar daí vamos ver como as regras se portam e como os jogadores se portam.

A resposta é SIM.

Sempre fico pensando em novas possibilidades enquanto estou andando (geralmente caminho por necessidade uns 5 Km por dia, contando com a faculdade aumenta para 10 Km.

Em um dos meus devaneios veio a ideia de substituir dados por outros dados e um dia após a partida de Truco em vez da sessão de RPG veio a ideia (Não tão original pois temos Castle of Falkenstein e DeadLands) de usar Cartas de Baralho em lugar de jogadas de dados.

Mas aí você pode pensar que é necessário um sistema novo para abranger isso?
Não com adaptação certa basta as cartas para substituir os dados em qualquer jogo.

A lógica é Simples. Dados são: Valores Numéricos Aleatórios; as cartas de baralho tem valores numéricos que podem substituir os dados, bastando separar a quantidade desejada em montes de cartas.

Geralmente os baralhos tem um total de 52 cartas.

Com valores que vão de 1 a 13 divididos em 4 Grupos de Naipes (sendo o Ás(A) o valor UM, o Valete(J) o valor 11, a Dama(Q) o Valor 12 e o Rei(K) o Valor 13.
Mesmo os Baralhos de Truco tem 40
Com valores que vão de 1 a 10 divididos em 4 grupos de Naipes (sendo o Ás(A) o valor UM, o Valete(J) o valor 8, a Dama(Q) o Valor 9 e o Rei(K) o Valor 10)

Veja os exemplos:
D100
: Dois conjuntos de Naipes com cores diferentes com cartas de 1 a 10 o Primeiro Naipe (por exemplo o Vermelho) é a dezena e o segundo Naipe é a unidade
D20
: Dois conjuntos de Naipes com cores diferentes com cartas de 1 a 10 Soma-se os valores caso o primeiro Naipe (por exemplo o Vermelho) seja 10 Considere como valor Zero
D12
: Um Conjunto de naipes com valores de 1 a 10 mais o Valete(J) e a Dama(Q)
D10
: Um Conjunto de naipes com valores de 1 a 10.
D8
: Um Conjunto de naipes com valores de 1 a 8
D6
: Um Conjunto de naipes com Valores de 1 a 6
D4
: Um Conjunto de naipes com Valores de 1 a 4 ou Valete(J), Dama(Q), Rei(K) e um Coringa(JOKER)
D3
: Um Conjunto de naipes com Valores de 1 a 3 ou de Valete(J), Dama(Q) e Rei(K)
D2
: Um Conjunto de naipes com valores de 1 a 2 ou Valete(J) e Dama(Q)

Com um Conjunto com dois jogos de Cartas, geralmente com Versos em cores diferentes como por exemplo uma Azul e outro Vermelho e usando as cartas do Valete(J), Dama(Q), Rei(K) e Coringa (JOKER), é possível deixar todos estes exemplos já separados e identificados(Como demonstrado por exemplo nas cores diferenciadas no Exemplos acima), para agilizar o jogo em vez de deixá-lo travado.

Como Usar:
Caso o mestre tenha dois conjuntos de cores ou fabricantes diferentes ele pode deixar cada conjunto separado com antecedência e quando houver a necessidade de um rolamento de dados ele simplesmente sorteia uma carta aleatória (ou Duas caso do D20 e D100) e aplica a carta como valor. Também é possível embaralhar as cartas a cada jogada e pedir para que o jogador tire uma ou obrigatoriamente a carta de cima do monte (ou montes).

Jogos como Mutantes & Malfeitores, Storyteller, e GURPS por usarem apenas UMA categoria de Dado permitem usar esta adaptação de Forma mais Prática. Pois você pode “montar” dois ou mais conjuntos com apenas um baralho de 52 cartas. Storyteller também tem a vantagem de ser mais prático ‘Contar os Sucessos’ usando o baralho.

OBS: Como no Jogo de Baralho Normal tome muito cuidado com Cartas Marcadas pois podem estragar a diversão dos prejudicados.

Qual a função Disto?
A função mais fundamental é a de substituir os dados por cartas de baralho para o caso do grupo não ter nenhum dado para jogar.

Outra opção é a estética de se usar cartas para dar um clima diferente ao jogo (por exemplo um jogo de Velho Oeste). Encaixando aqui também a sugestão de usar cartas em Live-Actions como os de Storyteller, Daemon, entre outros, pois cartas nessa situação são mais práticas por não necessitarem de mesa e caberem no bolso do narrador do Live.

Uma Terceira e mais Ambiciosa é o Mestre começar a brincar com as possibilidades em vez de ficar jogando dados a cada ação os jogadores de um sistema baseado no D20 por exemplo poderiam receber cada um um Conjunto de dois Naipes cada e Apostar suas jogadas, podendo a cada ação escolher quais cartas lançar e depois de lançá-las deve deixá-las viradas na mesa até que tenha usado todas as cartas que ainda sobram a mão.

É uma maneira de se escolher a própria sorte, que pode não agradar a todos, mas é apenas um exemplo de variedades que podem ser obtidas através do uso de cartas em vez do uso de dados.

Espero que isso seja de auxilio e ajudem as mentes férteis a pensar em novas possibilidades.

Bom jogo a todos.

Não sei quanto a vocês, mas preferência pro um Sistema de RPG é algo tão pessoal que as vezes chega a ser esquisito. Normalmente temos alguns ‘Sistemas Preferenciais’ ou seja aqueles com qual temos (ou o grupo tem) mais afinidade que outros.
Um exemplo disto acontece conosco e o GURPS eu mesmo tenho uma preferência por usar o GURPS para quase todas as aventuras contemporâneas que jogamos.
Recentemente nosso grupo tem experimentado jogar antigos jogos e novos jogos também, provavelmente por causa da ressaca D20 e por não se sentir atraído pelo D&D 4ªed.
Em virtude disto vamos jogar algumas aventuras com o TREVAS da Daemon, só que como disse a preferência para jogos realistas e contemporâneos é o GURPS. A ambientação do TREVAS é muito rica e divertida o sistema de magia é bem bacana prático e condizente com o sistema, mas particularmente acho o GURPS com potencial (leia ‘ferramentas mecânicas’) para jogos com personagens mais complexos e realistas, fora a familiaridade com o sistema que também é um fator decisivo nesta hora.

Em função destes fatores resolvi adaptar o sistema de magias do TREVAS para GURPS a fim de melhor usar a ambientação de um com o sistema de  regras do outro.

Não é que ficou Legal?

Nota da Adaptação: Para base desta adaptação foi usado as regras do GURPS 3 edição publicado em português. Sugerido que o leitor tenha um pouco de conhecimento sobre o funcionamento de Ambos os Sistemas de Magia para entender esta adaptação

Custo em pontos:
O Sistema de Magias do TREVAS utiliza 3 Formas: Criar; Controlar; Entender.
E 12 Caminhos: Fogo; Água; Ar; Terra; Luz; Trevas; Plantas; Animais; Humano; Spiritum; Arkanun; Metamagia.

As Formas  serão divididos em Potência e Nível de Habilidade (NH) assim como os Poderes do GURPS Supers ou o Psiquismo do Manual Básico. Com cada Forma tendo uma Potencia e NH diferentes, sendo a potencia máxima permitida para uma única Forma igual a 4.

Os custos de cada Potência de Formas são de 15 Pontos por nível, logo o personagem possuir Criar em potência 3 custará 45 pontos.
O Custo de NH de cada Forma será comprado como uma Pericia Mental/Difícil.

Combinando com as Formas temos os Caminhos o custo de cada ponto de potência dos Caminhos é de 10 pontos por nível. E tendo o Limite de Potência máxima por Caminhoigual a 10. Não sendo necessário comprar nenhuma pericia para as formas, os testes serão feitos através dos Caminhos somente.

OBS: Vale lembrar que o jogador terá de escolher um Caminho como seu “Caminho Elemental Principal” como descrito no sistema de magia do TREVAS não sendo possível adquirir ou usar o Caminho Elemental oposto ao seu “Caminho Elemental Principal”.

A Prática:
Os Níveis de Potência das Formas e caminhos irão funcionar exatamente igual aos Pontos de Focus do TREVAS (e o termo Potência foi usado aqui só para ficar mais fácil o entendimento para quem vem do GURPS, mas em qualquer momento o mestre pode substituir o Termo “Potência” por “Focus”, para melhor entendimento)
O Jogador irá somar uma (ou mais) Forma(s) com um (ou mais) Caminho(s) para definir a Potência (ou Focus) real do feitiço.
Por exemplo utilizar Criar/Fogo 3 para arremessar uma bola de fogo de 3d no inimigo irá necessitar de que a soma das potencias em Criar, mais a potência em Fogo seja igual ou superior a 3, sendo validas qualquer forma de combinação como por exemplo ‘Cria 0/ Fogo 3′; ‘Criar 1/ Fogo2′; ‘Criar 2/ Fogo1′ por exemplo.

Assim como no TREVAS, quando o Jogador combinar um ou mais tipos de caminhos com um ou mais tipos de formas ele deverá usar a menor potencia entre ambos os caminhos e a menor potencia entre ambas as formas para tentar atingir o pré requisito.
Por exemplo: um ritual ou magia que antes era feito somando os Focus para gerar ‘Criar/Entender/Humanos/Água 5′ no TREVAS será feito da mesma forma no GURPS, onde o jogador irá combinar as formas e caminhos necessários para gerar o efeito desejado. Ele deverá pegar o menor valor entre ‘Criar’ e ‘Entender’ e somar com o menor valor entre ‘Humanos’ e ‘Água’ e essa soma deverá ser maior que 5 para conseguir realizar a magia ou ritual.

Nota da Adaptação: Todas as demais características como a tabela de limites de efeitos e focus da página 107 do TREVAS, bem como as Regras para criação de Efeitos mágicos, magias de improviso e Rituais do sistema TREVAS devem ser usadas em conjunto com as regras aqui mostradas.

O Custo da Magia:
Cada efeito mágico irá custar uma quantidade em pontos de fadiga a razão de:

Potencia:             Custo em Fadiga:
1-2                                          2
3-4                                          4
5-6                                          6
7-8                                          8
9-10                                      10

Nota de Adaptação: Como a magia de Daemon é mais forte/versátil e o total de pontos de Fadiga do GURPS é bem maior que os Pontos de Magia do Daemon achei prudente Dobrar o custo de pontos para realizar as magias, em relação ao que é apresentado no TREVAS.

Complicações:
Até aqui tudo bonitinho exatamente igual ao que é feito no TREVAS, mas para que a porcaria de NH nos Formas de Magia?
Caso o mestre queira e eu aconselho veemente que use, eu sugiro que sejam feitos testes de conjuração para verificar o domínio do mago sobre a magia usada (E também acrescentar um custo em pontos a mais para o poder do mago).

O teste é feito como um teste normal de Pericia em GURPS: Joga-se 3 dados e verifica se o valor é menor ou igual ao valor de teste Efetivo:
- Um Sucesso, a magia é realizada como esperado.
- Um Sucesso Critico, a magia é realizada mas o único efeito extra é uma redução do custo em pontos de magia para a metade do estipulado.
- Uma Falha, o custo em pontos de fadiga é subtraído e a magia não foi realizada.
- Uma Falha Crítica (Olha a propaganda aí!): A Magia não foi realizada e um efeito extra pode ocorrer (GURPS MB pág147, tem uma tabelinha interessante para ajudar o mestre)

Nota de Adaptação: Assim como no caso de combinação de 2 ou mais Formas apenas a menor potencia é utilizada, o mesmo vale para o NH, em caso de combinação de 2 ou 3 Formas o valor se NH a ser testado será o menor deles.

Mais Complicações? (Porquê não? Isso é GURPS!)
Claro que isso de NH faz com que magos experientes tenham um NH maior correto?, mas para que se um fácil 18 lhe garante sucesso em 98% dos testes.
Em função disto utiliza-se as complicações. Quanto mais complexo é um ritual (Mais pontos de Potência necessários), mais difícil é de se conseguir controlá-lo (Haverá uma penalidade nos testes de NH)
Via de regra cada 2 pontos em Potência necessários para uma magia ou ritual, haverá uma penalidade de -1 no teste de NH daquela magia, arredonde para cima.
Por exemplo uma magia com Criar/Água 6 será feita com seu NH em ‘Criar’ com uma penalidade de -3.

OPCIONAL: Pré-requisitos em NH:
Por definição o mestre pode acrescentar pré-requisitos de NH também para realizar uma Magia ou Ritual de que o NH Efetivo, ou seja já considerando esta penalidade sugerida seja maior que 12, caso contrário o Mago ainda não tem domínio suficiente para arriscar tal ritual ou magia
(Claro que seria mais divertido também o mestre deixar ele tentar só para ter o prazer sádico de ver o jogador falhar, mas vai que ele dá sorte e acerta…)

Bom, acho que é só isto.

Aos que gostam de um ou ambos os sistemas e aos valentes que se arriscarem a testá-lo gostaria de ouvir suas críticas e sugestões a respeito.

Bom Jogo.

Sabedoria Rural

Em uma campanha de D&D os personagens estavam no meio de uma viajem param em uma fazenda para comprar provisões

Após o fazendeiro aceitar negociar com os jogadores surge o seguinte dialogo:
Jogador Pergunta:
- Quanto é o litro de Leite?

Fazendeiro:
- 3 peças de cobre.

Jogador:
- Me dá 10 litros…
(jogador fica intrigado e pensando consigo mesmo e depois pergunta ao fazendeiro:
-…mas como o senhor faz pra armazenar o leite?

Fazendeiro dá a óbvia resposta:

- Deixa na Vaca!

Conforme nosso colega Pirata Dandi nos avisou o Centro Cultural Vergueiro voltou a abrir as portas para o RPG.

Segue a réplica da noticia postada por ele no geek XX:

____

Espaço reservado ao RPG no Centro Cultural São Paulo… A VOLTA!!!


Nem só de más noticias vivemos, apesar de as vezes elas parecerem muito mais constantes….Mas a matéria hoje é sobre uma excelente notícia que pude constatar nesse final de semana! Porque nem só de lapide vive o RPG, e enfim vemos os primeiros sinais de esperança!
O Centro Cultural São Paulo, por muitos anos (como lembram os velhos jogadores dessa cidade) teve um espaço reservado para o RPG. Onde era anteriormente a Gibiteca Henfil, um espacinho singelo mas aconchegante continha a nota “Reservado para jogos de RPG e desenhistas”. Como poderia deixar de me lembrar do espaço, sendo que foi lá que comecei minha primeira campanha? Tantas e tantas amizades, jogadores que sempre marcavam sua presença naquele lugar… mas então começaram os problemas.
A cerca de cinco anos (não tenho precisão, já que minha memória vive no 404) a Gibiteca mudou de lugar para se estabelecer junto à Biblioteca do Centro Cultural. Eles ainda mantiveram o espaço resguardado, no entanto, quem jogaria numa biblioteca quando sabe que vai fazer muito barulho? Assim, o espaço reservado se extinguiu, e os jogadores voltaram ao mesmo lugar que tradicionalmente jogavam, mas sem a prioridade do espaço.
Os anos seguiram, e o CCV (apelido para Centro Cultural Vergueiro) começou a ser freqüentado em massa por estudantes. Assim começaram as disputas pelas escassas mesas, e aos poucos os jogadores de RPG foram desaparecendo do Centro Cultural…. a partir de então, não havia mais UM final de semana em que eu e meus amigos não tivéssemos problemas ou conflitos do lugar.
Toda seção de RPG no CCV terminava da mesma forma! Um guarda interrompia nosso jogo dizendo que os estudantes reclamavam do barulho, e que era para nos retirar do local. No início até tentávamos reduzir o barulho, mas as coisas começavam a passar dos limites, até que resolvemos contatar a coordenação do CCV. A resposta foi imediata: “Isto aqui é um Centro Cultural, vocês vêm aqui para se divertir, e se para isso vão rir e fazer muito barulho, façam! “ Recebemos quase que uma ordem para fazer mais barulho ainda (quase não, foi explícito!), já que não era proibido, e saímos satisfeitos com as piadas e brincadeiras do coordenador, que afirmou também que explicaria isso para os seguranças.
No entanto nem tudo que reluz é para sempre, e a coordenação mudou. Na seqüência mais e mais estudantes fizeram presença, e não conseguimos mais nenhum espaço para o lugar que já foi a segunda casa de muitos de nós. Novamente, todo final de semana um segurança nos interrompia, e já irritada com a situação respondia rispidamente “Tem alguma placa aqui exigindo silêncio?! Se eles querem silencio que vão para a biblioteca! Não jogamos lá por respeito e não vamos fazer silêncio também! Isso aqui é um espaço público, e enquanto não estamos fazendo nada de mal, temos o direito de continuar a jogar!”. Os problemas começaram a crescer de tal forma que não tinha mais graça comparecer ao CCV, e começamos a procurar outros lugares.
Foi então, que num dia qualquer após tantos anos, depois de tanta batalha e pedidos, de tanto esforço e insistência, obtivemos a resposta tão esperada! Um placa singela com os seguintes dizeres: “Espaço reservado a jogadores de RPG. Gibiteca Henfil.”. De volta ao mesmo lugar de origem, uma nostalgia me preencheu, e a felicidade prevaleceu! Algumas mesas, pequenas, mas nossas.
Agora queremos convocar todos os jogadores a reconhecerem a vitória de tanta labuta! O Centro Cultural tornou a reconhecer nosso espaço, mas com um prazo para total aprovação. Dentro de alguns meses, o espaço será nosso, e permanecerá conosco se não surtirem problemas. Para preservarmos nosso direito, teremos que seguir algumas regras: sempre que houverem pessoas não relacionadas ao RPG ocupando as mesas, não poderemos solicitar pessoalmente que se retirem, mas devemos contatar um segurança para que ele as retire do espaço. Pronto, só isso, fora isso devemos preservar o espaço, que curiosamente já está sendo depredado… não por jogadores, mas por estudantes indignados! @_@ Muito digno da parte deles, arrancaram parte das letras coladas sobre as mesas com a notificação da preferência, e preencheram com mensagens ofensivas como “RPGistas punheteiros e vagabundos”.
Não sei onde isso pode parar, mas a maioria desses “RPGistas punheteiros e vagabundos” já estão formados e trabalhando, e como disse uma amiga minha “Eles estudam porque precisam de cultura, nós já temos!”, o que se prova pela falta de respeito de alguns estudantes indignados pelo espaço que a tantos anos foi nosso.

Recentemente no Blog do Valberto ele comentou sobre jogos de RPG para iniciantes serem mais simples, nisto o Gilson do rpg simples comentou sobre um sistema de rpg de apenas 3 páginas.

Eu vou remar contra a maré!

Não acredito que a chave para elucidar, atrair, cativar, desmistificar seja simplesmente um sistema simples.

Concordo que um sistema pode ser um fator negativo, mas dificilmente será um positivo de grande significância para o gostar ou não do RPG.

Ninguém quando aprende a jogar pensa “Nossa que sistema legal é leve e intuitivo”. Isso são impressões que temos depois de já jogar outros sistemas e temos base de comparação. Neste caso a ambientação ideal (de acordo com o gosto da pessoa em questão) é muito mais importante que o sistema. Por Exemplo talvez um “Potencial Jogador” fique decepcionado ao jogar o tão falado RPG numa ambientação Medieval a qual ele não tem o menor interesse, mas talvez ficasse maravilhado se a ambientação fosse mais para os jogos de ação e espionagem tipo “Splinter Cell” ou “Metal Gear”.

Como disse o que precisamos é aproveitar o interesse do jogador.

Tivemos muitos grupos que tiveram contado com o RPG por razão do sucesso dos Filmes “O Senhor dos Aneis” por exemplo. Uma atitude interessante é pescar a ambientação de maior interesse dos “Potenciais Jogadores”. Uma dica boa para as pessoas que tiverem interesse em criar tais materiais de apoio a iniciantes seria fazer modulos de acordo com várias ambientações diferentes e quem sabe modulos com temas da atualidade como por exemplo “Transformers”, “GI-Joe”, “Harry Potter”, “Crepúsculo”, etc.

Também não acredito que simplesmente com ‘jogos baratos’ ou Gratuitos se corrija a falta de novos grupos mas con certeza eles ajudam muito…

Quando comecei a jogar não tinha livro nenhum jogavamos com regras improvisadas retiradas de fragmentos de vários jogos que chegamos a conhecer por cima com a ajuda de revistas de rpgs, foi assim por uns 6-7 meses até conseguirmos comprar nosso 1º livro. Um dos grupos que ajudei a formar era mais ou menos igual conheci eles, quando jogavam uma versão própria do 3D&T Megaman X, durante o intervalo do Colegial e então foi apresentando jogos novos a eles.

Agora porque digo que só a existencia de ‘jogos baratos’ e gratuitos não é uma solução é porque no meio destes jogos será muito comum termos jogos ruins que invez de despertar o sentimento de “nossa como é Fácil jogar” irão passar a idéia “Nossa que jogo babaca” “Como aqueles marmanjos se divertem com algo tão ridículo?” então a questão é Divulgadores do RPG divulgem apenas jogos que realmente se habilitariam a jogar ou que no mínimo conheçam e divulguem os jogos de acordo com a faixa etária e de interesse dos “Potenciais Jogadores”, para evitar fazer propagandas que podem afastar a pessoa do RPG em vez de aproximá-la.

Novamente defendendo meu ponto de Vista esta abordagem do RPG como algo simples eu recomendo para as pessoas que irão ingressar agora no RPG ou para o Veterano que irá introduzir o RPG como algo ocasional, como por exemplo em um dia chuvoso na casa da práia com todo mundo sem nada para fazer.

Pois caso o contrário eu defendo a idéia que mesmo Jogos Complexos podem ser jogados com jogadores iniciantes de forma normal, bastando apenas o Mestre estar atento as coisas complexas e deixar isto tudo Transparente, ou seja apenas o mestre aplica os efeitos de regas os jogadore apenas dizem o que gostariam de fazer (Pretendo ainda dar dicas melhores sobre isso).

Sobre o sistemas simples em portugues, vou resaltar dois que ví recentemente:

- Mighty Blade – que se mostrou um jogo muito simples e ainda assim interessante para um grupo que esteja procurando seu primeiro contato com o rpg, embora no modulo básico falte um pouco mais de ambientação isso pode ser suprido pelos suplementos e pela revista própria deles. As regras são simples e bem consistentes permitindo uma boa dose de criatividade e criação de regras.

- Aventura RPG o jogo que o Gilson mencionou é bacana para jogos como o exemplo que dei de jogo ocasional, tipo “não temos nada para fazer? Queren conhecer como funciona um jogo de RPG agora mesmo?”. As regras são até que simples e práticas o ponto fraco é a descrição dadas a elas que ficou muito confusa em alguns pontos talvez um pouquinho mais de didática melhore isso. outro ponto que gostaria de Ressaltar é que o sistema foi desenvolvido (e fica meio clado no inicio) para jogadores veteranos ensinarem sobre RPG. Neste ponto também talvez a ansia por fazer algo em apenas 3 paginas tenha sido o erro, pois muitas coias boas poderiam ser ditas ou melhor esclarecidas. Minha sugestão é que seja feito um Sistema de 5 Páginas uma dedicada a o que é RPG, uma dedicada a quem vai ensinar o que é um jogo de RPG, duas sobre as regras e uma para as fichas.

Bom jogo a todos!

E Aumentem sempre a suas coleções de cabeças de orcs…

Bom Todos nós sabemos de cor o lance do caso Ouro Preto…
Uma vez no decorrer destes 8 Anos que essa lenga-lenga se arrastou estava conversando com uma cara de Ouro Preto que disse que talvez a coisa não fosse como nós gostariamos que fosse…
Resumindo ele insinuou que talvez os 4 ou algun(s) do(s) 4 fosse realmente culpado. e Disse que tinha motivos para pensar assim.
Quando saiu o resultado final agora foi pesquisar para me informar do ocorrido, pois fiquei mesmo com o seguinte pensamento:

Será que não estamos realmente Defendendo algum possível assassino só porque é conveniente para Nós?

Então para não correr o risco de ter uma informação viciada, fiz algumas pesquisas na Internet em sites sem relação com RPG também. Inclusive Sites de Notícias da Cidade e até de Sites Ligados ao Poder Judiciário.

Sabe que conclusão Cheguei?
Primeiro que o Cara que disse ter razões para desconfiar dos acusados estava misturando as bolas, pois ao que parece quem tem as costas quentes como ele mencionou foi o tal do ‘Traficante Fabrício’ e não os 4 acusados.

Mas os Principal:

Os 4 foram acusados por IGNORÂNCIA, ou resumindo por terem lido um livro.

Se bem que só um deles realmente jogava RPG os demais só conheciam

Pelas palavras da promotora quem estava sentado no banco dos réus era um simples Hobbie e não os 4 Jovens. Como isso é possível em um pais como este, nos tempos como sã os de hoje? Seria mais fácil dizer que eles eram o culpados pois a cimetria dos Cranios (Frenologia) deles indicava que eram criminosos, pois até este absurdo seria mais plausivel.

Em momento algum foi apresentados provas de que os 4 haviam cometidos crimes. Um foi acusado porque usava Camiseta Preta e tinha um poster do Corvo no Quarto, outro porque dividia o quarto com o roqueiro de camiseta preta, outro porque lia livros de RPG e a quarta porque era a prima que não gostava da familia e fumou maconha.

Estranho é que me identifico um pouco com isso… Já sofri preconcetido por:
- Ser pobre;
- Usar Camisetas de Bandas de Rock;
- Andar na companhia de Roqueiros ou ter amigos com envolvimento com drogas;
- Jogar RPG (Mas este foi bem pouco comparado aos outros motivos);

Tenho de tomar cuidado, pois o próximo crime que ocorrer, o bode espiatório pode ser eu…

Minha experiência Relacionada ao Caso Ouro Preto é que tive de dar explicações de “Como é este jogo que dizem ter matado a tal Menina?” entre outras coisas, mas dai a pessoa ter realmente interesse em saber de todos os fatores ou acreditar em uma Noticia Sensacionalista é uma problema cultural grave que só se agrava… E sinceramente eu mesmo perco a paciência em tentar explicar isso prá gente burra que assiste ou lê este tipo de notícias

Um dos nossos colegas parou de jogar com a gente quando era mais novo, pois a mãe dele tinha medo do jogo por causa do caso Ouro Preto.

Isso porque SEMPRE jogamos na Sala de Jantar com todas as familias podendo ver como era o jogo, ou em locais públicos como escolas (Com presença de Professores), sempre fomos colegas de escola e inclusive de Igreja e mesmo assim fazendo tudo da forma mais certa possivel sofremos preconceito causado por Jornais Idiotas que preferem dar uma Notícia Sensacionalista em vez de uma Notícias Sóbria e Coerente…

Agora sendo Crítico, nada Impede um jogador de RPG de Cometer um Crime, mas é burrice querer dizer que o crime seja influenciado pelo RPG.
Também nada impede uma mente perturbada de cometer um crime e achar que é por causa do RPG, mas dai a culpa ainda não é do RPG e sim da Mente perturbada, o RPG é só uma desculpa para a mente perturbada como poderia ser também a história de ‘Alice no Pais das Maravilhas’ ou mesmo a música ‘Chico Mineiro’ ou o livro ‘Contos na Taverna’, ou até mesmo dizer que o ‘Silvio Santos’ falava com ele na mente dele e mandava ele matar…

Agora que perante a Lei foi Comprovado que não ouve envolvimento do RPG com o Crime gostaria de saber como ficam as Leis Absurdas que foram criadas em alguns locais para Proibir o RPG baseado unicamente no Caso Ouro Preto? Serão Revogadas? Os Telejornais irão dar o Parecer desmentindo o caso? Claro que não!

Vamos continuar sendo uma população Hipócrita, com uma Mídia Hipócrita, com uma Polícia Hipócrita e com Políticos Hipócritas…

ATUALIZAÇÂO:

Sobre a mãe da vítima tenho um sentimento de Pena, pois a mãe dela foi leviana, mesmo tomada pela dor da perda da filha e pela raiva sentida pela sobrinha ela se deixou levar pela explicação ‘FÁCIL’ pela solução que daria menos dor a ela.
É Mais fácil pensar que a filha foi uma inocente vítima de um bando de loucos satanistas, do que pensar que ela pode ter sido uma mãe omissa a não saber do envolvimento da filha com drogas e pessoas perigosas (Digo traficantes, pois o único que era jogador de RPG desta história foi testemunhado que não é uma pessoa perigosa e nem tinha envolvimento com a vítima).
Mais omissa ainda em ter embarcado nessa canoa-furada/caça-as-bruxas que não era real e deixar que o verdadeiro culpado pela morte de sua filha saisse impune.

Infelizmente o Assassino irá continuar solto, a mãe da vitima irá continuar cega, a promotora irá continuar arrumando sarna onde não tem, o delegado irá continuar arrumando bodes espiatórios quando lhe convier e a mídia continuará sendo filha-da-puta, mas pelo menos os que realmente acompanharam este caso com atenção sabem que o RPG não é o culpado.


Links sobre o caso mas que não são ligados a RPG:
http://felipedeamorim.opsblog.org/2009/07/07/o-caso-de-ouro-preto-incompetencia-e-preconceito/
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=111829
http://www.ouropreto.com.br/noticias/detalhe.php?idnoticia=2015
http://www.ouropreto.com.br/noticias/detalhe.php?idnoticia=2018
http://www.ouropreto.com.br/noticias/detalhe.php?idnoticia=2019
http://www.hojeemdia.com.br/v2/index.php?sessao=10&ver=1&noticia=9695
http://www.tjpe.jus.br/cej/PaginaPrincipal/noticias/ver_noticia2.asp?codg=257
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1493844/julgamento-em-ouro-preto-avanca
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1498018/debate-e-ampliado-em-julgamento-de-acusados-de-matar-jovem-em-ouro-preto
http://www.scribd.com/doc/13476540/20011021-Acidentes-matam-tres-nas-estradas-Estado-de-Minas
http://www.idelberavelar.com/archives/2009/07/o_caso_ouro_preto_radiografia_de_mais_um_crime_da_midia_brasileira.php
http://www.vooz.com.br/noticias/caso-aline-silveira-soares-acusados-adotaram-a-estrategia-de-apontar-falhas-no-inquerito-9125.html
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=311FDS002
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/fd311020015.htm
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/fd311020013.htm


Links com Notícias Marrons:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u592329.shtml
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,justica-absolve-acusados-de-matar-estudante-em-ouro-preto,398189,0.htm
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3858797-EI5030,00-Acusados+de+matar+jovem+em+RPG+sao+inocentados+em+MG.html#scroll
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u571052.shtml
http://www.almg.gov.br/Not/BancoDeNoticias/Not505085.asp


Link de mais uma estapafurdia da querida Promotora Luisa Helena:
http://www.observatoriosocial.org.br/portal/index.php?option=content&task=view&id=961&Itemid=89


Links relacionados ao nosso querido delegado Adauto Corrêa:
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2008/07/17/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=71963/em_noticia_interna.shtml
http://www.visitemanhumirim.com.br/clique/index.php?news=41—

Se tiverem mais Links do Caso que não sejam diretamente relacionados a RPG por favor me passem. Inclusive os de Notícias Sensacionalistas.

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